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Longa ítalo-brasileiro leva cosmologia do povo Yanomami a Cannes

'A Queda do Céu' dialoga com livro homônimo de Davi Kopenawa

SÃO PAULO, 14 de maio de 2024, 19:22

Redação ANSA

ANSACheck

Líder indígena Davi Kopenawa (Foto: Fora do Eixo/Wikimedia Commons) - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Por Nadedja Calado - O longa-metragem "A Queda do Céu", documentário em diálogo com o livro homônimo do líder indígena Davi Kopenawa e do antropólogo francês Bruce Albert, fará sua estreia mundial na prestigiosa Quinzena de Cineastas, mostra paralela ao Festival de Cannes entre os dias 15 e 25 de maio.
    No filme, co-produzido entre Brasil, Itália e França, e que levou sete anos para ser concluído, os diretores Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha levam o público a um mergulho na festa "Reahu", ritual funerário que é a cerimônia mais importante dos povos indígenas Yanomami.
    "É a expressão cinematográfica do arrebatamento que tivemos ao ler o livro, mas principalmente do que foi vivido em carne, osso e espírito ao longo dos últimos sete anos de relação com Davi, Watoriki [maior comunidade da Terra Indígena Yanomami] e os Yanomami. É um filme onde a câmera não olha só para os Yanomami, mas para nós não indígenas também", descreveram os diretores em entrevista à ANSA.
    "Nos últimos anos foram mostradas pelo mundo muitas imagens dos Yanomami em sofrimento, nessa que tem sido mais uma grave crise sanitária e humanitária. O filme trata dessas questões, mas trazendo também as imagens dos Yanomami na sua potência e beleza. O filme trata de uma relação inegável entre os yanomami e os nape - nós, os brancos", explicaram ainda Eryk e Gabriela.
    A festa "Reahu" reúne centenas de parentes dos falecidos para apagar os rastros de quem partiu, colocando-o no esquecimento. A cerimônia foi escolhida como ponto de partida para apresentar a cosmologia do povo Yanomami, o mundo dos espíritos "Xapiri", o trabalho dos xamãs para "segurar o céu" e curar o mundo das doenças produzidas pelos não-indígenas, o garimpo ilegal, o cerco promovido pelo "povo da mercadoria" e a vingança da Terra.
    "Davi sabe perfeitamente nomear os povos que querem roubar a floresta dos Yanomami e os rastros que esses povos e seu sistema econômico têm deixado na terra. Nosso desejo é de que a cultura yanomami seja vista como uma cultura viva, contemporânea e florescente, mas também que a cultura nape veja a si mesma", acrescentaram os cineastas.
    Eryk Rocha, que passou por Cannes com "Cinema Novo" (2016) e levou o prêmio L'Oeil d'Or de Melhor Documentário, celebrou a oportunidade de levar também "A Queda do Céu" ao Festival: "Será uma belíssima oportunidade de ver e ouvir explodir na tela o sonho, ao tempo de ver e ouvir explodir na tela essa trajetória de um cinema que acreditamos que navega no desconhecido, que transita entre a materialidade e o espírito e cuja linguagem surge da nossa relação com os yanomamis e a comunidade de Watoriki".
    "É uma mostra reconhecida por sua ousadia e apuro estético.
    Esse é um filme que busca uma linguagem própria. Minha expectativa é que as pessoas sejam arrebatadas pelo filme como nós fomos pelo livro e pelos Yanomami. Davi fala muito de suas palavras serem uma flecha no coração dos "nape". O filme traz essas palavras na voz de Davi, traz os corpos, os cantos, e traz perguntas próprias do nosso tempo e urgentes de serem respondidas", acrescentou Gabriela, que faz sua estreia na direção.
    O documentário foi produzido pela Aruac Filmes, com co-produção da Hutukara Associação Yanomami e Stemal Entertainment com Rai Cinema e produção associada de Les Films d'ici.
   

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