Stellantis elogia renovação de incentivos ao Nordeste

Mostra intenção de investir no setor, disse Emanuele Cappellano

Incentivos ajudam a impulsionar 'uma região que, objetivamente, é menos competitiva do que o centro e o sul do país' (foto: ANSA)
Incentivos ajudam a impulsionar 'uma região que, objetivamente, é menos competitiva do que o centro e o sul do país' (foto: ANSA)

(ANSA) - O novo presidente da Stellantis na América do Sul, Emanuele Cappellano, disse nesta sexta-feira (19) que a renovação dos incentivos fiscais ao setor automotivo no Nordeste até 2032, no âmbito da reforma tributária aprovada pelo Congresso em dezembro, mostra uma "clara intenção do Brasil" de investir na cadeia produtiva.

A questão foi objeto de controvérsias no ano passado, com montadoras questionando a manutenção das isenções tributárias que beneficiam o polo automotivo da Stellantis em Goiana, Pernambuco.

"A renovação do incentivo do Nordeste foi importante para o país, não somente para a Stellantis. Isso mostra uma clara intenção do Brasil de continuar investindo na cadeia produtiva", declarou Cappellano à margem do anúncio da compra de 70% da DPaschoal pelo grupo automotivo.

Segundo o presidente, os incentivos ajudam a impulsionar "uma região que, objetivamente, é menos competitiva do que o centro e o sul do país". "Isso cria as condições para uma equidade das regiões", acrescentou.

No cargo desde novembro, Cappellano, no entanto, não quis entrar em polêmica com as montadoras que foram contra a manutenção das desonerações fiscais.

"Vamos trabalhar por aquilo que tem importância de verdade: infraestrutura, competitividade, a possibilidade de exportar, que hoje ainda é complicada, tecnologias, fornecedores, industrialização. Nunca vou entrar nesse tipo de briga, temos metas mais audaciosas", declarou o executivo.

Cappellano também elogiou o programa Mover, apresentado pelo governo federal na virada do ano e que mira descarbonizar a indústria automotiva no Brasil, incentivando a produção local de veículos híbridos e elétricos.

"O Brasil tem uma construção política voltada ao desenvolvimento do país bem robusta, isso já veio com o Rota 2030. Enxergo isso de forma positiva. Dá para ver claramente que o país está investindo na cadeia automotiva", ressaltou. (ANSA).