George Santos é preso por acusações de fraude e lavagem nos EUA

Filho de brasileiros, deputado foi pego em série de mentiras

Campanha pela renúncia de George Santos (foto: EPA)
Campanha pela renúncia de George Santos (foto: EPA)

(ANSA) - O controverso deputado republicano George Santos, que é filho de brasileiros e está envolvido em uma série de polêmicas pessoais, profissionais e políticas desde que se elegeu em novembro do ano passado, foi detido nesta quarta-feira (10), informou o Departamento de Justiça.

De acordo com as autoridades norte-americanas, o político se entregou hoje cedo em um tribunal federal de Nova York. Santos responde a 13 acusações, incluindo roubo de fundos públicos, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e falsas declarações à Câmara dos Representantes.

Nos últimos meses, a mídia de Nova York, estado pelo qual ele se elegeu em um distrito, revelou um monte de mentiras contadas pelo então candidato aos eleitores.

O agora deputado mentiu sobre ter trabalhado em grandes bancos de Wall Street, de ter formação superior, de ser bem sucedido financeiramente - sendo que possui dívidas de milhares de dólares em aluguéis não quitados - e em aspectos pessoais, como ter omitido relacionamentos e um casamento com um mulher - sendo que ele sempre se declarou homossexual - e de que sua mãe teria trabalhado no World Trade Center no 11 de setembro de 2001.

Além disso, o político teria desviado dinheiro de uma campanha virtual para arrecadar fundos para um cachorro. Recentemente, ainda foi acusado por um ex-assessor, chamado Derek Meyers, de assédio sexual.

Por sua vez, o filho de brasileiros admitiu que mentiu, mas minimizou as polêmicas enfatizando que não renunciaria.

Entretanto, o caso entrou oficialmente na esfera judicial no último dia 9 de maio, quando as acusações contra Santos foram apresentadas pela promotoria federal. Segundo a imprensa local, ele pode ser libertado caso pague fiança.

Em fevereiro passado, o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o republicano Kevin McCarthy, também já havia informado que Santos está sob investigação da Comissão de Ética. (ANSA).