Itália lança plano para 1ª reunião ministerial de inclusão no G7

Temas de deficiência e acessibilidade serão prioritários

Ministra Alessandra Locatelli em centro esportivo inclusivo (foto: ANSA)
Ministra Alessandra Locatelli em centro esportivo inclusivo (foto: ANSA)

(ANSA) - A ministra das Deficiências da Itália, Alessandra Locatelli, destacou nesta terça-feira (19) que, sob a presidência italiana, os países do G7 discutirão questões de deficiência e inclusão a nível ministerial pela primeira vez.

"Será uma oportunidade extraordinária para compartilhar estratégias e compromissos, mas também para valorizar a experiência da Itália", afirmou a titular da pasta, ao apresentar o plano do primeiro "G7 - Inclusão e Deficiência", que será realizado na Úmbria entre 14 e 16 de outubro.

Haverá um evento de boas-vindas às delegações no primeiro dia de evento, e os trabalhos continuarão nos dias 15 e 16 em Solfagnano, com um dia preparatório e a reunião ministerial.

"Imagino um G7 concreto e operacional. O objetivo é mudar a perspectiva e passar da inclusão para a valorização das pessoas, garantindo o direito de todos à plena participação na vida civil, social e política de nossos países. É um grande desafio e um compromisso para o futuro", enfatizou Locatelli.

"Todos nós precisamos melhorar e fazer mais do ponto de vista institucional, mas também do privado e dos cidadãos individuais. Não se trata de algo que diz respeito a poucas pessoas, mas a todas as nossas comunidades, que precisam se sentir envolvidas e adotar uma nova visão", acrescentou.

Para ela, "o G7 italiano sobre deficiência não deve ser uma experiência isolada": "Estamos trabalhando com todos os colegas para garantir apoio ao próximo G7, que será presidido pelo Canadá, para introduzir também no próximo G20 o tema da inclusão e para que as questões que afetam as pessoas tenham cada vez mais atenção e relevância em todos os encontros de alto nível".

"A Itália tem muito em que trabalhar, penso no tema dos cuidadores familiares, na integração sócio-sanitária, na escola, na formação e no trabalho, na melhoria da qualidade de vida de todos, e este é o momento certo para fazer isso e fazer mais.

Para pensar não apenas em termos de assistência, mas para superar as extremas fragmentações entre cuidados de saúde e sociais e para valorizar cada pessoa investindo nos talentos e habilidades de todos", concluiu. (ANSA).