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Israel promete 'assédio completo' contra Hamas em Gaza

Registros apontam 900 mortos em Israel e 687 em Gaza

TEL AVIV, 09 outubro 2023, 18:57

Redação ANSA

ANSACheck

Israel convocou reservistas após ataque © ANSA/EPA

(ANSA) - O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira (9) que o país trava “uma guerra pela própria existência”.

“Apenas começamos a atingir o Hamas e não pararemos. Como derrotamos o Estado Islâmico, derrotaremos também o Hamas. Dias duros nos esperam, mas estamos determinados a vencer esta guerra pelo nosso povo”, declarou.

Ele também agradeceu pelo apoio de Joe Biden: “Os nossos inimigos sabem bem o que significam os deslocamentos navais estadunidenses”. Ele também agradeceu aos demais líderes pelo apoio.

“Nosso coração está com os reféns, israelenses ou não, judeus ou não. Precisaremos de paciência, mas ao fim será possível entender que o Hamas cometeu um erro terrível ao atacar Israel”, concluiu.

A declaração foi dada quase simultaneamente à divulgação de uma fala de Moussa Abu Marzuk, um dos líderes do Hamas, que declarou à Al Jazeera que o grupo “atingiu seus objetivos” e está aberto a discutir sobre uma possível trégua com Israel.

Em uma entrevista por telefone, ele disse que o Hamas está aberto a “todos os diálogos políticos”, quando foi perguntado se estaria disposto a um cessar-fogo.

Ele também declarou que o Hamas capturou dezenas de cidadãos israelenses com dupla cidadania, incluindo cidadãos russos e chineses.

Logo depois, Abu Obaida, porta-voz do braço armado do Hamas, declarou em um comunicado que o grupo não vai negociar soltura de reféns sem um cessar-fogo.

“Os reféns estão em risco, mas não negociaremos nada enquanto estivermos sob fogo, com ameaça de invasão ou guerra”, disse na nota, divulgada pela CNN.

Mais cedo, o governo de Israel ordenou um "assédio completo" contra o Hamas na Faixa de Gaza, enquanto rumores apontam para o possível início de uma operação militar terrestre no território palestino.

"Determinei um assédio completo. Não haverá eletricidade, comida nem combustível. Tudo está fechado", disse o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, após uma reunião no Comando Sul em Bersebá.

"Estamos combatendo animais humanos e nos comportaremos de acordo", acrescentou. Nos Estados Unidos, o jornal Washington Post publicou que o governo americano espera que Israel lance uma operação terrestre contra o Hamas em Gaza nos próximos dias, mas a informação não foi confirmada oficialmente.

A nova espiral de violência foi deflagrada no último sábado (7), quando o grupo fundamentalista Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque sem precedentes contra Israel.

Até o momento, mais de 900 pessoas foram mortas no lado israelense, incluindo 260 que participavam de um festival musical no deserto do Neguev. Outras dezenas de indivíduos foram levados como reféns pelo Hamas, incluindo jovens que participavam da rave.

A instituição de caridade israelense Zaka, formada por judeus ortodoxos, anunciou que foram descobertos 108 corpos de israelenses no kibutz de Be’eri, perto da fronteira oriental com a Faixa de Gaza. As informações foram divulgadas pelo jornal Haaretz. Ainda não está claro se essas vítimas já foram contabilizadas.

"Sábado foi, de longe, o pior dia da história de Israel", disse um porta-voz das Forças de Defesa do país (IDF), que comparou a ação do Hamas com o ataque japonês a Pearl Harbor ou aos atentados de 11 de setembro nos EUA.

Já o Ministério da Saúde de Gaza reporta 687 vítimas no lado palestino e 3,7 mil feridos, enquanto o gabinete de assuntos humanitários das Nações Unidas (ONU) diz que pelo menos 123 mil pessoas foram desalojadas em Gaza.

O jornal israelense Jerusalem Post também disse em sua conta no Twitter, que foram encontrados corpos de cerca de '1,5 mil terroristas palestinos' perto da fronteira com Gaza, em território de Israel.

Um porta-voz das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço armado do Hamas, disse que quatro prisioneiros israelenses foram mortos em ataques aéreos contra o território palestino. O grupo fundamentalista também negou a intenção de promover uma troca de prisioneiros "neste momento"  e que "nenhuma negociação é possível" com Israel.

O governo israelense, por sua vez, reivindicou a retomada de toda a região na fronteira com Gaza e afirmou ter bombardeado mais de 500 alvos do Hamas e da Jihad Islâmica durante a última madrugada.

O Exército de Israel ainda jurou de morte Yahua Sinwar, líder do Hamas na Faixa de Gaza e comandante dos ataques deflagrados no sábado. "Ele é um homem morto", disse o porta-voz militar Daniel Hagari.

Por sua vez, o premiê Benjamin Netahyanu prometeu que a resposta militar ao Hamas vai "mudar o Oriente Médio".

Também nesta segunda, o Exército isralense afirmou ter "as coordenadas de todos os reféns israelenses em Gaza". O porta-voz militar do país, citado pela imprensa local, afirmou: "A guerra começou mal para nós, mas acabará muito mal para o outro lado".

Já o Hamas, também segundo veículos locais de imprensa, ameaçou: "Começaremos a justiçar publicamente um civil israelense refém para cada bombardeio israelense em habitações civis em Gaza, sem aviso".

Itália, EUA e aliados

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o presidente americano, Joe Biden; o chanceler alemão, Olaf Scholz; o presidente da França, Emmanuel Macron; e o premiê britânico, Rishi Sunak, se reuniram por videoconferência na noite desta segunda-feira (9) para falar sobre o conflito entre Israel e Hamas.

Após a reunião, o governo da Itália divulgou uma nota: “A presidente [do Conselho dos Ministros] Meloni, ao reafirmar o direito de Israel a se defender, indicou a necessidade de trabalhar para evitar uma ampliação da crise a nível regional e para tutelar a população civil envolvida”.

O encontro, segundo o Palazzo Chigi, visou examinar a “grave crise aberta após o bárbaro ataque do sábado passado perpetrado pelo Hamas, a dano do Estado de Israel”. “Os cinco chefes de Estado e de Governo concordaram em manter constante contato no andamento da crise”, diz o texto.

A nota diz ainda que os líderes “expressaram um firme apoio a Israel e inequívoca condenação dos assustadores atos criminosos do Hamas, que causaram um terrível número de vítimas inocentes, incluindo crianças, mulheres e idosos”.

“Portanto, foram discutidas iniciativas políticas mais urgentes que possam ser tomadas em conjunto. A tutela da vida dos reféns, começando pelas crianças de tenra idade, é uma prioridade absoluta e sobre ela se concentram os esforços diplomáticos”, concluiu o governo da Itália.

Já a nota da Casa Branca, falando em nome dos EUA e aliados, diz: “Os nossos países apoiarão Israel em seus esforços para se defender e a seu povo das atrocidades. Destacamos que para isso não é o momento em que nenhum partido hostil em Israel possa aproveitar os ataques para buscar vantagens”.

O grupo ressalvou, porém, que as aspirações dos palestinos são legítimos: “Todos nós reconhecemos e apoiamos medidas de justiça e liberdade, tanto para israelenses quanto para palestinos. Mas atenção: Hamas não representa essas aspirações e não oferece nada ao povo palestino se não terror e derramamento de sangue”.

Reações internacionais

Em meio à escalada da violência no Oriente Médio, a China condenou ataques contra civis nos dois lados do conflito e afirmou estar "fortemente preocupada" com a situação.

O presidente americano, Joe Biden, declarou que ao menos 11 cidadãos americanos foram mortos nos ataques do Hamas a Israel: “Muitos dos quais haviam feito de Israel sua segunda casa”.

Ele também afirmou que há americanos desaparecidos: “Ainda estamos trabalhando para confirmar, mas acreditamos ser provável que entre as pessoas presas pelo Hamas haja cidadãos americanos”.

Já o porta-voz da Segurança Nacional, John Kirby, disse em entrevista à Msnbc que os EUA não têm informações de inteligência ou indiquem participação direta do Irã, mas que o país é cúmplice.

“O Irã apoia faz tempo o Hamas e outras redes terroristas em toda a região”, explicou.

Já os Emirados Árabes Unidos, que pacificaram sua relação com Israel há três anos, cobraram o fim dos atentados do Hamas. Por sua vez, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, definiu os ataques contra Israel como "barbárie".

"O governo expressa sua proximidade e solidariedade ao povo de Israel e às comunidades hebraicas italianas. O terror jamais vencerá", disse a premiê, também por ocasião do 41ª aniversário de um ataque contra a Sinagoga de Roma.

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, afirmou ainda que o país trabalha na criação de um "corredor humanitário" para libertar reféns israelenses em Gaza, sobretudo mulheres, crianças e idosos.

Italianos no país

Antonio Tajani, informou que há dois italianos desaparecidos em Israel.

“São marido e mulher, pensávamos que fossem pai e filho. Viviam no kibutz de Beeri e não atendem as ligações da família. Ainda não temos certeza do que aconteceu”, declarou em entrevista ao Tg2, da Rai.

Os dois, Eviatar Moshe Kipnis e Liliach Lea Havron, têm dupla cidadania e a Itália trabalha, segundo ele, em contato direto com Tel Aviv sobre o desaparecimento. “Esperamos reencontrá-los mas não temos notícias, provavelmente são reféns”, reforçou.

Turistas italianos no país relataram à ANSA que se sentem “abandonados”.

“Que a Itália venha nos buscar com um voo de Estado. Aqui a situação é horrível, com as bombas sobre nossas cabeças. Estamos no aeroporto mas vamos embora. A quantidade de gente é inverossímil, deve ter mais de 3 mil nos halls. A situação não é perigosa, é mais que isso”, relatou Giuseppe Migali, por telefone, do aeroporto de Tel Aviv.

“Pode entrar uma pessoa no aeroporto e fazer um massacre. Não há controles para entrar aqui. Nosso voo de hoje foi cancelado e a companhia não tem outros. Não há mais passagens nem na loja do aeroporto, de onde você não consegue nem se aproximar, nem nos aplicativos. Um de nós teve 40 de febre, está mal desde os bombardeios. Vocês não imaginam nossa situação”, concluiu.

Líbano

Exército de Israel está atacando postos do Hezbollah no Líbano após a suposta infiltração de militantes do grupo xiita em seu território, segundo a mídia local.

O movimento negou envolvimento em ações armadas contra Israel e disse que só vai agir se for atacado. Horas antes, veículos de imprensa haviam relatado o disparo de foguetes a partir do sul do Líbano.

Como forma de precaução, militares italianos empenhados na missão da ONU em solo libanês (Unifil) procuraram abrigo em bunkers. Fontes no local dizem que é possível ouvir tiros de artilharia na região.

O Hezbollah anunciou que três combatentes foram mortos, enquanto a Jihad Islâmica, outro grupo palestino com base em Gaza, reivindicou a tentativa de infiltração a partir do Líbano. (ANSA)

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