Violência em Gaza prejudica segurança de Israel, diz Itália

Ataque na Faixa de Gaza deixou sete agentes humanitários mortos (foto: ANSA)
Ataque na Faixa de Gaza deixou sete agentes humanitários mortos (foto: ANSA)

(ANSA) - O presidente da Itália, Sergio Mattarella, expressou nesta quarta-feira (3) sua preocupação com a guerra no Oriente Médio e afirmou que a violência na Faixa de Gaza é um obstáculo à segurança de Israel.

"Estamos preocupados com a situação no Oriente Médio depois do desastroso dia da vergonha de 7 de outubro. Um dia de vergonha, com ataques do Hamas contra cidadãos indefesos, crianças, mulheres e idosos e depois, com a reação de Israel com sofrimentos muito graves para a população de Gaza", afirmou ele em Abidjan, na primeira parada de sua visita à África.

De acordo com Mattarella, esta é uma "condição que corre o risco de criar obstáculos em vez de facilitar as perspectivas de segurança de Israel e a possibilidade de construção de um Estado palestino, para o qual apenas resta a solução 'dois povos, dois Estados'".

O alerta é feito após a morte de sete agentes humanitários em um ataque de Israel na Faixa de Gaza.Os voluntários trabalhavam para a ONG World Central Kitchen e atuavam na distribuição de alimentos para a população civil do enclave palestino, alvo de uma ofensiva israelense desde 7 de outubro, após atentados terroristas do Hamas.

Em sua declaração, o presidente italiano também destacou que Plano Mattei deve ser um instrumento de trabalho comum para o desenvolvimento do continente africano.

"Contamos muito com a colaboração para iniciativas concretas. Um futuro comum baseado em necessidade de uma parceria comum, igualitária e respeitosa", acrescentou.

Por fim, Mattarella partilhou sua preocupação com a deterioração política e de segurança na área do Sahel, que está a piorar com o enfraquecimento da cooperação na África Ocidental.

"Apreciamos muito o papel da Costa do Marfim como estabilizador da região e estaremos ao seu lado para lidar com esta crise", concluiu ele, lembrando do "compromisso comum contra o terrorismo jihadista, que é uma ameaça à coexistência pacífica". (ANSA).