A inflação na Itália deve fechar o mês de março no maior valor em mais de 30 anos, de acordo com dados preliminares divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat).
Segundo o órgão, o Índice Nacional de Preços de Consumo para a Coletividade (NIC) acumula alta de 1,2% na comparação com fevereiro e de 6,7% em relação a março de 2021, maior índice anualizado desde julho de 1991.
A disparada continua sendo puxada pelos preços de energia, que apresentaram crescimento de 52,9% em março na comparação anual, contra os 45,9% registrados em fevereiro.
O custo da energia já vinha em alta desde o ano passado, mas o movimento se acelerou a partir de fevereiro por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia, principal fornecedor de gás natural para a Itália.
Ainda de acordo com o Istat, a inflação acumulada no país em 2022 é de 5,3%.
Desemprego
O instituto também divulgou nesta quinta-feira a taxa de desemprego relativa a fevereiro, que ficou em 8,5%, queda de 1,7 ponto em relação ao mesmo mês de 2021 e de 0,1 ponto na comparação com janeiro de 2022.
Entre os jovens de 15 a 24 anos, o índice é de 24,2%, redução de 8,4 pontos em relação ao ano passado e de 0,6 ponto na comparação com janeiro. Com isso, a taxa de ocupação na Itália subiu para 59,6%, recorde na série histórica. (ANSA)
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