George Santos é alvo de novas acusações por fraude

George Santos é filho de brasileiros (foto: ANSA)
George Santos é filho de brasileiros (foto: ANSA)

(ANSA) - O controverso deputado republicano George Santos, que é filho de brasileiros e está envolvido em uma série de polêmicas pessoas, profissionais e políticas desde que se elegeu em novembro do ano passado, foi alvo de mais acusações criminais na última terça-feira (10).

Desta vez, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa o político de fraude com cartão de crédito e roubo de identidade de seus credores. Ele teria supervalorizado os números de arrecadação de fundos de sua campanha e de fazer cobranças nos cartões de contribuintes, sem o consentimento deles.

Santos foi indiciado por conspiração, fraude eletrônica, roubo de identidade agravado e fraude de cartão de crédito. A nova denúncia é feita poucos dias depois de sua ex-tesoureira de campanha Nancy Marks se declarar culpada e admitir grande parte da conduta.

Os promotores de Nova York alegaram que Santos e a ex-tesoureira apresentaram relatórios financeiros falsos à Comissão Eleitoral Federal, nos quais inflacionaram os números de arrecadação de fundos da campanha em um esforço para se qualificar para certas regalias, benefícios e apoio dos líderes do Partido Republicano.

De acordo com os relatórios falsos, a campanha de Santos teria angariado ao menos US$ 250 mil de doadores externos em um único trimestre.

Além disso, os documentos judiciais revelaram que Santos supostamente acumulou US$ 15.800 em cobranças no cartão de crédito de um contribuinte, uma quantia muito superior ao permitido pelas leis federais de campanha.

Esse doador "não tinha conhecimento nem autorizou acusações que excedessem esses limites", explicaram os promotores.

Em resposta, Santos negou as acusações. No início do ano, ele já havia se declarado inocente de uma série de acusações, incluindo a denúncia de que ele planejou um suposto esquema para fraudar possíveis apoiadores de sua campanha para o Congresso em 2022.

Na ocasião, os promotores alegaram que ele usou doações de campanha solicitadas para despesas pessoais, incluindo roupas de grife de luxo, pagamentos com cartão de crédito e carro, além de quitação de dívidas pessoais. (ANSA).