Itália e Argentina assinam acordo contra crime organizado

Memorando prevê troca de informações e ajuda mútua

Acordo foi assinado por promotores de ambos os países (foto: ANSA)
Acordo foi assinado por promotores de ambos os países (foto: ANSA)

(ANSA) - A Itália e a Argentina assinaram nesta segunda-feira (11) um memorando de entendimento e colaboração com o objetivo de fortalecer a luta contra o crime organizado e o terrorismo em ambos os países.

A parceria, firmada pelo promotor nacional antimáfia, Giovanni Melillo, e o procurador-geral interino da Argentina, Eduardo Casal, também prevê uma colaboração mútua no desenvolvimento de projetos e atividades conjuntas de pesquisa, treinamento e acadêmicas.

Além disso, o acordo assinado no território argentino prevê a troca de informações e a ajuda mútua para a investigação, repressão e punição destes crimes, bem como para a recuperação de bens obtidos ilicitamente.

Ao assinar o documento, Casal ressaltou a grande importância que a cooperação direta entre as autoridades competentes assume todos os dias, por seu uma ferramenta eficiente, rápida e segura que facilita a investigação criminal de crimes complexos, como os do crime organizado e do terrorismo, bem como além de ser útil para acelerar os canais de cooperação internacional.

Durante a reunião, Melillo também lembrou a presença e as ramificações que as organizações mafiosas italianas estão tendo na América Latina e expressou preocupação com os problemas que surgem na área da tríplice fronteira entre Argentina, Paraguai e Brasil, no que diz respeito às atividades do crime organizado e do terrorismo.

De acordo com a presidente da Comissão Parlamentar Antimáfia, Chiara Colosimo, o acordo representa "uma verdadeira evolução no combate à máfia, que demonstra cada vez mais as suas ramificações internacionais".

"Este acordo facilitará as investigações e será uma ferramenta investigativa extraordinária nas mãos de investigadores que combatem fenômenos criminosos na linha de frente todos os dias", concluiu Colosimo. (ANSA).